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Concluir a transposição é uma questão de honra

Publicado em: 28-01-2012 | Por: Inaldo Sampaio | Em: Fogo Cruzado, O Brasil

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Coluna Fogo Cruzado – Folha de Pernambuco – 28 de janeiro

Desde que foi anunciada, no governo Lula, sabia-se que a transposição do São Francisco era uma obra complexa e cara. Ela foi bombardeada por setores da mídia, especialmente do Sul e do Sudeste, que puseram em dúvida sua necessidade. E enfrentou a oposição de líderes políticos influentes como o ex-governador João Alves e o ex-deputado Osvaldo Coelho. E de técnicos respeitáveis da Fundação Joaquim Nabuco como o agrônomo João Suassuna, por exemplo. Mas está caminhando.

A obra parou há cerca de 10 meses por falta de acordo entre o governo e as empreiteiras que a realizam. Eles exigiam aditivos contratuais acima do valor que a lei permite e o governo negou-se a concedê-los. Foi um prato feito para a mídia “do contra”, que passou novamente a atacá-la e a responsabilizar o ministro Fernando Bezerra Coelho pela sua paralisação. A torcida para que ela não ê certo, especialmente do jornal “O Estado de São Paulo” é cada dia mais forte. Mas mesmo assim ela está indo.

Isso aumentou a responsabilidade do ministro FBC que esteve no centro de uma crise política durante três semanas por supostamente ter favorecido Pernambuco com verbas do seu ministério. Ele descende de um clã político que é acostumado a enfrentar desafios e antes mesmo que a crise arrefecesse pôs a obra de novo pra funcionar. Esteve em Sertânia há duas semanas para dar a ordem de serviço de dois lotes e ontem voltou a Cabrobó para anunciar a retomada de mais dois.

Guerra 1 – Serra recusou o convite de Roberto Freire para trocar o PSDB pelo PPS porque não tem mais idade para mudar de partido. Ele sabe que está isolado no PSDB e que a bola da vez é Aécio Neves, mas não sairá. Vai guerrear com o neto de Tancredo até quando Deus quiser.

Guerra 2 – Na conversa que teve com Raul Jungmann (PPS) sobre a conjuntura política local e nacional, Serra lhe fez duas confidências: vai disputar a prefeitura de SP porque precisa de um “espaço de poder” para sobreviver politicamente. E com o apoio do prefeito Gilberto Kassab.

Ponto final – O PSB deu por encerrada ontem a discussão sobre a escolha do seu candidato à prefeitura de Garanhuns. É Antonio João Dourado e ponto final. O empresário Givaldo Calado, que também postulava a indicação, saiu da reunião contrariado mas se submeteu à decisão. O próximo passo do prefeito de Lajedo é ir atrás do apoio dos outros partidos da Frente Popular.

É cedo – O prefeito José Queiroz (PDT) está acompanhando por meio de pesquisas a avaliação que o povo faz da administração municipal, mas se nega a falar sobre sua sucessão. Ontem, nos estúdios da TV Nova Nordeste, no Recife, o apresentador Pedro Paulo tentou arrancar dele uma declaração sobre o processo eleitoral em Caruaru, mas em vão. O prefeito saiu pela tangente.

Tá decidido – Rivaldo Soares será avisado por membros da cúpula do PMDB que não será candidato a prefeito de Caruaru em hipótese nenhuma. O partido vai apoiar a candidatura da ex-deputada Miriam Lacerda (DEM) e se por acaso ele não concordar será decretada intervenção.

Sem stress – Está fácil para o presidente Sileno Guedes montar as candidaturas do PSB nas 50 cidades que o partido elegeu como prioritárias porque as comissões provisórias municipais caducaram em 31/12. As novas comissões serão formadas com gente de confiança do partido.

A memória – Com a ajuda de um jornalista amigo, que já foi seu assessor na Câmara Federal, Roberto Magalhães já escreveu diversos capítulos do livro de memórias que pretende lançar até o final do ano. Ele está tendo o máximo de cuidado no registro de dados, fatos e datas. E quando a memória falha telefona imediatamente para ex-assessores como fez ontem com Romário Dias.

O reserva – O PCdoB deixou Luciana Santos de sobreaviso. Ela pode assumir qualquer cargo na Câmara Federal desde que não descarte a hipótese de voltar a Olinda para disputar a prefeitura. Se as oposições ameaçarem a reeleição do prefeito Renildo Calheiros (PCdoB), a deputada será chamada para o “sacrifício”.

Sem dimensão – Mesmo tendo sido chamado por FHC de “óbvio” candidato do PSDB à sucessão de Dilma em 2014, o senador Aécio Neves revela despreparo para o cargo. Minas, sua base política, está com mais de 200 cidades em estado de emergência por causa das chuvas, e o senador passeando nos EUA.

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